foto de xirê

Fotos e Filmagens no Candomblé

A foto e o candomblé

Fotos e filmagens dentro da religião dos Orixás é um assunto muito polêmico. Acima de tudo é importante ressaltar que a primeira fotografia data de 1826, com o francês Joseph Nicéphore Niépce. Numa época onde o candomblé estava dando seus primeiros passos como religião.

Em primeiro lugar devemos deixar claro que as casas de candomblé tradicional proíbem filmar ou fotografar os Orixás em transe. Pois é visto como um desrespeito à energia do Orixá. Ou será que eles estavam prevendo o que acontece na atualidade? Será?

O candomblé começou a ter seus primeiros contatos com a fotografia através de Pierre Verger. Pois ele registrou seu convívio com as religiões afro-brasileiras e com as religiões africanas. Onde ele pode registrar através de fotografias diversos aspectos e com isso traçar correlações litúrgicas.

A foto na atualidade

No entanto, esse espaço aberto fez com que tudo tomasse um proporção que não é bem vista por boa parcela dos adeptos do candomblé. Pois em algum momento já nos deparamos com fotos ou filmagens desagradáveis. Certamente em momentos sagrados não abertos para quem não é iniciado na religião.

Embora seja legítimo o desejo de registrar as festividades públicas de nossa caminhada religiosa, como iniciação e obrigações, é importante considerar o frenesi que ocorre no momento. Pois há na atualidade um grande alvoroço em se utilizar desses registros para fazer chacota do axé do alheio.

É importante frisar que muitos dos vídeos e fotos realmente são motivos de repensarmos o que está sendo feito da religião. No entanto há situações onde apenas se aproveita do meio para atingir o desafeto. Sendo um total desrespeito à própria religião.

Uma possível saída para o problema

Acima de tudo devemos estar vigilantes quanto a toda essa situação. Preferencialmente permitindo, se assim for decidido, que somente pessoas de confiança registre esses momentos para a memória futura.

Desta forma permitimos que haja o registro, mas evitamos que esse registro vá parar em locais indesejados. Isso impede que o nosso sagrado não seja achincalhado e tenhamos além do registro uma prova de nossos passos.

Em resumo, a decisão em si é do sacerdote da casa. Pois só ele pode decidir se em seu axé será totalmente proibido ou não, ou se haverá pessoas e momentos que poderão ser registrados. O que deve ser levado em conta é o respeito ao candomblé, aos Orixás e aos seus dogmas.

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